A queda acentuada nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e na arrecadação do ICMS acendeu um sinal de alerta no Sertão do Pajeú. Em Tuparetama, a situação é ainda mais crítica: o município tem o menor coeficiente de FPM do país, 0,6, e depende quase integralmente desses recursos para manter a administração em funcionamento.
De acordo com o prefeito Diógenes Patriota (PSD), o orçamento já é historicamente enxuto, o que torna qualquer variação na receita um desafio imediato para a gestão.
“A redução simultânea do FPM e do ICMS é devastadora para cidades pequenas como a nossa. As despesas crescem, mas a entrada de recursos diminui. É um desequilíbrio que exige respostas rápidas e firmes”, afirmou.
A prioridade, segundo ele, é garantir a continuidade dos serviços essenciais — especialmente na área da saúde —, assegurando atendimento médico diário na Unidade Mista de Saúde (hospital), nas Unidades de Saúde da Família e o fornecimento regular de medicamentos.
“A população não pode ficar sem atendimento nem sem remédio. Estamos fazendo ajustes para que isso seja preservado acima de tudo”, reforçou.
Para equilibrar as contas, a prefeitura adiou despesas não urgentes e reorganizou o fluxo financeiro, buscando evitar atrasos na folha de pagamento e nos repasses a fornecedores.
Fonte: Nill Jr